• 31 de agosto de 2020

     


    Olá meus queridos que tiram um tempinho para ler o meu blog, tudo bem? Aqui não está muito bem. De uns meses para cá comecei a perceber mais sobre mim mesma com a ajuda da minha psicóloga, com quem faço terapia desde o ano passado. Mas foi uma coisa que eu realizei por mim mesma, e comentei com poucas pessoas sobre: A questão da autosabotagem. Me peguei um dia desses procurando mais sobre o assunto e como posso me ajudar em relação a isso, e ao mesmo tempo que eu gostei de ter pesquisado (e infelizmente me identificado) por outro lado eu acabei deixando de lado, porque é uma questão que eu acho muito difícil de lidar e principalmente lidar sozinha. 

    Desde criança eu tenho uma condição que acredito que a maioria sabe que é o TDAH. Para quem não sabe, vou deixar uma definição aqui: O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD

    Lido com este tipo de coisa desde quando era criança, ao longo da minha vida este problema só tem me atrapalhado e fiz tratamento somente quando estava na infância. Hoje, eu adulta, sinto que tem me atrapalhado cada dia mais, pois desenvolvi síndrome de pânico, o terrível costume de me autosabotar, pensamentos suicidas. Tenho várias questões pendentes comigo mesma, não consigo gostar de mim mesma. Só consigo me odiar. E ás vezes essas minhas ações comigo mesma refletem nas pessoas de um jeito que eu não gostaria, por isso eu evito de falar das coisas que sinto com todos. 

    Também sou bastante impulsiva, distraída, avoada. Ás vezes faço piadas e zoação com as pessoas e esqueço que as fiz, mas acaba trazendo reações negativas que nem eu sabia, só fui saber quando fui falar com a pessoa a respeito. E tento sempre dizer para quem me conhece ME AVISAR/VIR CONVERSAR COMIGO se eu fizer alguma coisa que ofende, pois a maioria é sem querer mesmo. Sim, eu também sou uma pessoa que fica ofendida e interpreta algumas coisas erradas, mas sempre reconheço meu erro e tento mudar exatamente aquilo. Eu sempre digo a mim mesma que não preciso de inimigos pois sei que eu sou minha maior inimiga e a pessoa que mais me odeia. Não sei como fazer para parar isso, então comecei a focar em fazer cosplays para me ajudar na minha auto estima, sinto que ajuda de montão mas não é o suficiente para eu parar com minha autosabotagem, auto humilhação. 

    Eu choro escrevendo uma coisa dessa porque a tristeza que sinto em meu coração é gigantesca e a última coisa que quero é magoar as pessoas gentis e legais ao meu redor com minhas palavras que eu ainda estou aprendendo todos os dias a medir. Eu não sei quanto de vocês vão ler isso, e se sequer vão comentar, mas se o fizerem eu agradeço. Isso é tanto um desabafo pessoal quanto para tentar tirar isso do meu sistema, de dentro de mim, que me faz tão mal. Mas juro que possuo um coração bom, que reconhece os erros e tenta ser uma pessoa melhor do que fui ontem, a cada dia.

    Sinto que meu lugar aqui no BRS já passou, e que estou sendo um estorvo. Também me sinto ignorada na maioria das vezes pelos membros. Mas continuo pois gosto bastante de cantar e ver minha evolução desde meu debut com Enjou Rosen até meu recente solo Sentimental Train me deixa feliz. Aos que me conhecem e são amigos meus, obrigada pela contínua paciência comigo. Aos que não são próximos, os convido a me dizer quando faço algo de ruim por mais que o medo assole, eu não gosto de continuar com os mesmos erros e machucando as pessoas. 

    Espero ao longo do tempo realizar e aprender a me amar, aprender a gostar de mim e a acreditar fielmente nas palavras que me dizem quando dizem que sou bonita, que estou melhorando no canto, que sou uma pessoa boa. E assim termino meu blog de hoje.

    Atenciosamente, de sua gatinha, Rin.

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    1. Rin senpai, eu entendo muito esse sentimento de perceber algo grande em mim mesmo, entender quando acontece aos poucos e mesmo assim não ter forças pra lidar com isso e encarar de frente. É muito difícil, mas o mais difícil de fazer você já fez, que foi entender e admitir que isso existe e atrapalha. Você é uma pessoa muito forte por desabafar assim aqui, e as palavras curam, ajudam, tiram um pouco da nossa energia negativa, então nunca deixe de falar, desabar, inclusive comigo! Gosto bastante de você e espero que em algum momento consiga se ver como as pessoas te veem, que é com muito amor e admiração!

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    2. Rin-san,
      Sabe que te conheço há um tempão né?
      Sei muitas vezes como se sente de certa forma, e acho que foi um assunto importante o que você acabou de escrever.
      Você é uma pessoa incrível, e espero que saiba disso, e veja que te amamos muito!
      Você é uma senpai da qual consigo me identificar muito, porque do pouco que conversamos, conseguimos nos identificar.
      É uma novidade saber do déficit de atenção, e acho que foi um bom momento para desabafar sobre, é um assunto delicado, mas de coração, você é muito corajosa de ter aberto o teu pessoal, e sentimental pra falar disso aqui.
      Sempre que precisar conversar, sabe que poderá contar comigo lá no PV. Aliás, precisamos até conversar mais sobre algumas coisas. ☺️
      Te adoro muito, e você é uma grande inspiração pra mim no BRS. ❤️

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    3. Rinyah!! Eu te entendo acho que muito bem a respeito disso, eu também me odeio, apesar de ser de uma forma um pouco diferente, e também tenho esse lado de sempre pensar negativo a respeito das coisas e de me autosabotar, poucas pessoas do BRS sabem mas eu já fui diagnosticado com transtorno de espectro autismo: sindrome de aspenger, e isso é um dos fatores que fez com que eu desde a infância me sentisse muito recluso, e sempre foi um grande obstáculo para mim me aproximar de pessoas, e sou muito obcecado com as coisas que gosto, e praticamente só sei falar sobre isso, fora o fato de eu ter fobia social, que faz com que eu morra de medo de ter de sair de dentro de casa para qualquer coisa, mas uma coisa que me ajudou muito com isso foram os animes, como Sailor Moon, e Pretty Cure, que sempre ensinam que você pode ser tudo o que quiser, e que deve tratar a todos com muito amor e carinho, e isso faz com que eu tenha um pouquinho de esperança que algum dia ainda vou conseguir tentar tirar coragem de algum lugar para poder fazer coisas que tenho vontade, e um anime como Shugo Chara me ajudou muito também a entender sobre personalidades e a diferença entre elas, o que me ajudou a entender um pouco o sentimento das pessoas e me tornar uma pessoa um pouco mais empatica, porque antes eu saia jogando para as pessoas ao meu redor tudo o que vinha na minha cabeça e não entendia porque ficavam bravas ou chateadas comigo hueheuheueuhe
      Mas sempre que quiser conversar sobre esses sentimentos pode me chamar, ai damos as mãos, choramos e sejamos negativos juntinhos itii ❤️

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